CBCME

O CBCME

O Comitê Brasileiro (CB) representa o Conselho Mundial da Energia (CME) no Brasil. Tem por objetivo, promover o desenvolvimento sustentável da produção e utilização da energia para o maior benefício geral.Os primeiros passos do CME foram dados em 1923, quando Daniel Dunlop - um visionário escocês, vislumbrou a possibilidade de reunir cientistas, engenheiros e economistas de todo o mundo para juntarem seus esforços visando o desenvolvimento da indústria de energia elétrica, cuja demanda crescia rapidamente, depois da Primeira Guerra Mundial, devido às possibilidades de aplicações práticas da eletricidade. Com o apoio de fabricantes de equipamentos britânicos, e enfatizando o caráter internacional do projeto, persuadiu diversos países a criarem comitês membros objetivando estimular a participação e a apresentação de trabalhos técnicos para um encontro a ser realizado em junho de 1924, em Londres. Nascia o "World Power Conference", com 1700 participantes de 40 países.

Em 1968, adotou a denominação "World Energy Conference" e a partir de 1990, "World Energy Council".

O CME é não governamental e não comercial, com liderança reconhecida internacionalmente nos assuntos relacionados à energia. É a única organização mundial, com cerca de 100 países membros, que incorpora todas as formas de energia em seus estudos, análises, pesquisas e recomendações. Criou e disponibiliza um banco de dados que é referência, imprescindível, para aqueles que se interessam por energia:"GEIS-Global Energy Information System", que pode ser acessado pelo "website": www.worldenergy.org. Algumas informações nele contidas são de uso exclusivo dos filiados aos seus respectivos comitês membros.

O Comitê Brasileiro (CB) se associou ao CME, em 1928. Desde então, vem acompanhando, regularmente, suas atividades. Porém, coincidentemente, foi nos últimos 30 anos que a participação do CB se tornou mais ativa, refletindo a dinâmica expansão do setor energético brasileiro.

O CB-CME é uma janela transparente das ações e reações do segmento de energia nacional para o mundo. Através dela, nossas importantes realizações, nossos ideais de integração energética na América Latina, nossos argumentos, pontos de vista e preocupações com problemas globais (como o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo incorporado ao Protocolo de Kyoto) e nossos interesses na energia renovável, são levados, apresentados, discutidos e endossados nos diversos estudos e grupos de trabalho. Em muitos casos, tornam-se referências, citações e recomendações no âmbito do CME, com extraordinária repercussão internacional. Por outro lado, é também através dessa janela que são introduzidas em nosso País experiências, novas metodologias e processos recém adotados nos centros mais desenvolvidos. Fruto de parcerias, bem sucedidas, com o Banco Mundial: Reestruturação do Setor de Energia (Desverticalização, Competitividade, Alternativas); com o INEE- Instituto Nacional de Eficiência Energética foram antecipadas discussões sobre o Produtor Independente de Energia, a Co-geração e as ESCOS; com o PROCEL, a cerca da melhoria da Eficiência da Indústria da Energia Elétrica; com o CONPET, a respeito da evolução da Eficiência nos Meios de Transporte Rodoviários e com outros organismos internacionais USAID, US-DOE e USEA visando a implementação de tecnologias mais limpas para nossos recursos energéticos. São Conferências, Seminários, "Workshops", artigos e entrevistas que se transformaram em ícones, anais em bíblias e, na prática, realizações.

Além disso, o CB-CME mantém estudos, análises e publicações periódicas sobre o setor de energia brasileiro que ajudam a compreendê-lo e divulgá-lo, no Brasil e no exterior. A maioria desses trabalhos é bilíngüe, em português e inglês. Nesse contexto, incluem-se: Boletim Estatístico Anual, publicado a partir de 1965 com os dados de produção e consumo dos principais insumos energéticos, apresentando sempre um artigo de fundo, inédito, sobre matéria atual e de interesse nacional e internacional; Relatório de Recursos Energéticos, discriminando nossas reservas e potenciais e, Perfil Nacional de Dados Energéticos, com análise retrospectiva (1980, 1990 e 2000) e prospectiva (2005, 2010, 2015 e 2020) da nossa matriz energética.

Recentemente publicou o abrangente Dicionário de Terminologia Energética, em conjunto com a Associação Portuguesa da Energia.

Norberto de Franco Medeiros
Presidente

CBCME - Comitê Brasileiro do Conselho Mundial de Energia